sábado, 19 de fevereiro de 2011

Philadelphia



Vi esse blog iniciado e me deu uma imensa saudade dele.

Aproveitarei meu sentimento nostálgico misturado com esta sensação de vazia devido a despedida de mais uma vez, uma das melhores épocas da minha vida, e vou voltar para escrever este post.

Tenho aproximadamente 32 kg de roupas esperando para serem cuidadosamente dispostas e alisadas dentro da segunda enorme mala que organizo hoje. Elas me chamam, mas a negligência é forte. Não quero arrumar a mala, porque não quero ir embora. Não quero ir embora, pois nos últimos sete meses vivo uma vida excelente, numa cidade excelente que é tida como regular.

Devido ao trabalho vim para a Philadelphia, no estado da Pensilvania passar sete meses.
Moro no centro desta cidade que fica no nordeste dos Estados Unidos, a 1h30 de Nova Iorque e 2h40 de Washington DC.

Sete meses é muito tempo e também pouco tempo:
Em sete meses, você passa por 3 estações diferentes.
Em sete meses, você descobre que vai ser tia novamente e vai embora às vésperas do pequenino nascer.
Em sete meses você estabelece vínculos.
Em sete meses não dá tempo de concretizar todos eles.

Enfim, parace pouco mas é muito. Parece muito mas é pouco.Então deixo as roupas me chamarem e aqui escrevo para a posteridade. (risos)

Mas o blog é de turismo então vou explicar com isso o motivo de todo o drama da despedida.

A Philadelphia é uma cidade do tamanho de Goiânia, talvez um pouco menor, com 1.54 milhões de habitantes e uma área de 369.3 quilômetros quadrados. É a cidade do amor fraterno (City of Brotherly love), homônima de um filme antigo sobre um homossexual portador de HIV e cidade natal do nosso amigo Rocky Balboa.




A cidade gira em torno de um centro histórico e um centro comercial. A sua principal avenida, a Market St., comporta a estação de trem, os grandes arranhas céus, a mais alta prefeitura feita inteiramente de concreto e também um memórial ao sino da liberdade. É cortada por dois rios e é a cidade onde foi proclamada a independência dos Estados Unidos.



Cheia de restaurantes e barzinhos, é uma das poucas cidades americanas de tamanho médio que comporta ruas cheias de pedrestes bastante agitados, até mesmo no inverno rigoroso.



Arborizada, é uma cidade linda no outono, com suas vielas cheia de casas com estilo georgiano, com grandes janelas mostrando aos curiosos como é a rotina de uma familia local.
A cidade esbanja charme, em seu centrinho, com variadas lojinhas na Walnut street, que termina na bela Rittenhouse Square com sua feirinha de vegetais aos domingos (ainda que embaixo de neve).
É uma bela mistura do moderno com o tradicional, do negro com o branco, do hippie com o chique. E acreditem, é cheia de mendigos nas ruas, mas extremamente segura.


Acho que deu pra entender a paixão, não?

Well, city that loves me back:
Good bye! It's been a pleasure.

Até a próxima, vai saber onde...

Um comentário:

Bárbara... disse...

Cade nossas fotos antigonas???